Transcrição de e-mail enviado à lista "RJÔnibus" em um grande debate sobre os problemas do setor e a necessidade do aumento.
Acho que como o Luis Eduardo falou, é importante que se tenha linhas bem curtas (até 15 km ida e volta) com tarifa inferior e possivelmente até subsidiada, ou talvez até gratuitos, fazendo ligação intra-bairros, alimentando os transportes de massa (levando até as estações de trem, de metrô, das barcas). Com 2,35, o alternativo pode voltar a ser viável em trajetos curtos de diversas linhas mesmo que bem operadas, atolando o trânsito ainda mais em diversas vias e piorando e muito o tempo de viagem. Uma linha gratuita por subsídios ou a 50 centavos (licitada, claro) não teria como o alternativo concorrer.
Outra questão é licitar o sistema. Já que aos poucos está se abandonando a tarifa modal no município, é um ótimo pretexto para a licitação (finalmente) de tudo, com um sistema mais organizado e planejado que o atual. E o mais importante, exigir ar condicionado na frota, o retorno dos cobradores e vence a empresa que oferecer a menor tarifa. Certamente teremos melhoras em todos os sentidos. O sistema atual está falido, vários bairros os usuários são obrigados a usar frescões contra a vontade, pois simplesmente foram retiradas outras opções de deslocamento. Não há integração tarifária para quem depende de mais de um ônibus e nem locais confortáveis ou de referência para transbordos. E com isso tudo, o alternativo deita e rola.
Ao contrário do que foi falado, o diesel responde por cerca de 30% da planilha de custos das empresas. De fato as empresas não deveriam precisar de aumento, afinal houve ENORME ganho de passageiros nos últimos anos, face ao aumento de trabalhadores formais e do uso do RioCard. O problema é que, em alguns bairros como aqui na Ilha, o serviço é tão ruim que tem trabalhadores que preferem não aderir ao RioCard e pagar as vans do bolso mesmo, pra não depender das ditas cujas que atendem por aqui cada vez pior. E considerando que as empresas cada vez possuem menos mão-de-obra, pelo extermínio da função de cobrador, deveria ser autorizado 2,35 APENAS nos ônibus COM COBRADOR, ficando 2,20 nos micrões. Afinal, a economia da empresa deveria ir pro bolso do passageiro, não?
O sistema se fosse reordenado, certamente o ganho seria enorme pois há intensa sobreposição de linhas e enormes trechos de baixíssima ocupação, prejudicando especialmente a frequência da oferta que acaba culminando em superlotação no horário de rush e hábitos indesejáveis, como os usuários efetuando enormes caminhadas ou mesmo pegando mais conduções para poder disputar um lugar sentado para enfrentar o martírio do engarrafamento. Além é claro da completa inexistência de corredores exclusivos, grave especialmente numa cidade com vários trechos sem "caminhos alternativos", aonde qualquer retenção causa verdadeiro caos na operação de uma linha.
Outra questão é licitar o sistema. Já que aos poucos está se abandonando a tarifa modal no município, é um ótimo pretexto para a licitação (finalmente) de tudo, com um sistema mais organizado e planejado que o atual. E o mais importante, exigir ar condicionado na frota, o retorno dos cobradores e vence a empresa que oferecer a menor tarifa. Certamente teremos melhoras em todos os sentidos. O sistema atual está falido, vários bairros os usuários são obrigados a usar frescões contra a vontade, pois simplesmente foram retiradas outras opções de deslocamento. Não há integração tarifária para quem depende de mais de um ônibus e nem locais confortáveis ou de referência para transbordos. E com isso tudo, o alternativo deita e rola.
Ao contrário do que foi falado, o diesel responde por cerca de 30% da planilha de custos das empresas. De fato as empresas não deveriam precisar de aumento, afinal houve ENORME ganho de passageiros nos últimos anos, face ao aumento de trabalhadores formais e do uso do RioCard. O problema é que, em alguns bairros como aqui na Ilha, o serviço é tão ruim que tem trabalhadores que preferem não aderir ao RioCard e pagar as vans do bolso mesmo, pra não depender das ditas cujas que atendem por aqui cada vez pior. E considerando que as empresas cada vez possuem menos mão-de-obra, pelo extermínio da função de cobrador, deveria ser autorizado 2,35 APENAS nos ônibus COM COBRADOR, ficando 2,20 nos micrões. Afinal, a economia da empresa deveria ir pro bolso do passageiro, não?
O sistema se fosse reordenado, certamente o ganho seria enorme pois há intensa sobreposição de linhas e enormes trechos de baixíssima ocupação, prejudicando especialmente a frequência da oferta que acaba culminando em superlotação no horário de rush e hábitos indesejáveis, como os usuários efetuando enormes caminhadas ou mesmo pegando mais conduções para poder disputar um lugar sentado para enfrentar o martírio do engarrafamento. Além é claro da completa inexistência de corredores exclusivos, grave especialmente numa cidade com vários trechos sem "caminhos alternativos", aonde qualquer retenção causa verdadeiro caos na operação de uma linha.
Corredor exclusivo, uma necessidade ignorada no Rio de Janeiro.
Pra uma cidade que espera um sistema de transporte exemplar para Copa e Olimpíadas, nós temos que ter atitudes mais enérgicas de transformação, senão vai ficar kombi berrando em fila dupla ou tripla na porta do Maracanã e dos demais lugares de competição e um caos das vias de entorno, por pura falta de vontade política de fazer o necessário, e não apenas a vontade das empresas, o que tem sido feito nos últimos anos, resultando nesse caos que vemos e na própria invasão do alternativo, por completa falta de visão dos empresários do setor.
Vans e kombis ocupando desordenadamente um ponto de ônibus na Av. Pres. Vargas, no Centro














































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