Utilizando-se da mesma modelagem que efetuei na monografia, encerrado o mês de agosto, faço a previsão em função dos dados levantados no Google Insights of Search, com a vantagem que agora o programa fornece uma projeção dos próximos 12 meses, baseada na projeção da série histórica e seus efeitos sazonais.
Executando uma regressão linear, além da projeção para agosto/2009, foram estimados valores para os próximos 12 meses, com base na projeção oferecida pelo Google. Com isso, segue abaixo a minha previsão de desemprego até agosto/2010 (clique para ver o gráfico maior):
A estimativa para agosto/2009 possui um erro de 0,5% para mais ou para menos, com 95% de confiança. As estimativas seguintes possuem erros maiores, pois propagam-se projeções sobre projeções.Considerando que na estimativa efetuada na monografia, feita para julho/2009, o valor estimado de 8,0% foi precisamente o divulgado pelo IBGE.
Analisando o gráfico projetado, observa-se que este final de ano, com a retomada da atividade econômica a seu ritmo normal, o desemprego volte a decair como vem acontecendo sistematicamente desde 2004, batendo possivelmente um recorde de baixa de toda a série histórica do índice (iniciada em 2002) no mês de dezembro/2009, aonde pode-se esperar o valor de 6,6%, de acordo com a projeção.
O ano de 2010 começaria com nível de desemprego por volta de 8% no primeiro trimestre depois reduzindo-se para a faixa de 7,5% a partir de junho.
Lembrando que em ano eleitoral um desemprego com recorde de baixa seria fortíssimo ponto positivo a favor da eleição da ministra Dilma como sucessora de Lula. E que na "herança maldita" dos tempos sombrios tucanos, no ínicio da nova metodologia, o índice operava na faixa de 12% a 13%.
Como o nível de desemprego é um índice que também "dá dicas" sobre o nível de atividade econômica, as projeções indicam a continuidade do crescimento no ritmo atual (faixa de 1,6% ao trimestre ou 6,6% anualizado), que compensa a "marolinha", especialmente agora que o crescimento industrial também é significativo, conforme os últimos dados.
O desemprego estava mantendo-se em boas bases principalmente graças aos setores de serviços e de comércio, que absorveram as vagas perdidas pela redução da atividade industrial, que mantém-se significativamente abaixo do nível de 2008 (está comportando-se semelhante às curvas de 2006 e 2007).
A expectativa de um Natal inédito em 2009 e o quarto trimestre com base fraca (o quarto trimestre de 2008 foi o início da "marolinha", quando a indústria brasileira reduziu seu ritmo bruscamente) produzirá números impressionantes para esse último trimestre de 2009 e também o primeiro trimestre de 2010, aonde já deveremos estar com crescimento em 12 meses na faixa acima dos 6%, como vinha ocorrendo até antes da crise (no terceiro trimestre de 2008, o crescimento era de 6,8% em 12 meses).
E eu faço uma aposta que ainda não vi paralelo, acredito que em função dessa "perda" de 6 meses, a economia brasileira chegue em junho/2010 com crescimento em 12 meses na faixa de 8%, em um momento pertíssimo da eleição. Com a retomada da demanda internacional, com a economia interna aquecida e tudo mais indo muito bem, não seria nenhum absurdo que isso ocorra, afinal a famosa "retomada em V" faria com que a recuperação do tombo seja em ritmo mais acelerado em algum momento do que o ritmo considerado "ideal" da nossa economia, que parece ser em torno dos 5% anuais. E essa aceleração ocorrendo justo a poucos meses da eleição, seria um ponto impossível da oposição questionar. Vitória de Dilma no primeiro turno à vista.





























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