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Domingo, 17 de Maio de 2009

O Brasil não pode decepcionar o mundo: o PT é Dilma!

Recebi uma mensagem, à qual RECUSEI, que falava em terceiro mandato.

Nem li o resto, vi por alto que deve ter algo na Petrobrás. Será mesmo, que TCU, CGU, Auditoria externa e interna não veriam? Que uma empresa considerada LÍDER MUNDIAL em TRANSPARÊNCIA vai ter tanta "sujeira" assim como a ultra-direita insiste tanto.

Por que não exigir tamanha investigação nas empresas privadas sonegadoras de impostos? Por que não tanta virulência contra o bilionário golpe da Daslu, inclusive reincidente? Pra dona da Daslu ela é uma tadinha que o governo malvado persegue. A Petrobrás, uma empresa que tanto orgulha os brasileiros, eles ficam pixando, já tentaram mudar o nome para PETROBRAX, abandonaram e a encheram de terceirizados, o que contribuiu para os inúmeros acidentes que ocorriam em sequência.

Eles odeiam eficiência estatal. Concursados pra eles são todos petistas. Talvez sejam na maioria simpáticos ao governo exatamente pois realizaram o sonho da vida deles, passando em um concurso, dum governo que convoca concursados e não loteia todos os lugares com terceirizados?

Sobre terceiro mandato, vai ficar muito claro o que vou dizer: NINGUÉM FALA EM TERCEIRO MANDATO, APENAS "COLONISTAS" DA GRANDE MÍDIA QUE LOGO INVENTAM ESSES BOATOS IDIOTAS E FICAM INSISTINDO SEM PARAR.

O PT é Dilma. Com seu crescimento, é inevitável que a maioria dos partidos da base apóiem Dilma também. E os petistas, na sua ampla maioria, pra quase todas as correntes, são Dilma.

E a tchurminha bem remunerada sem mais o que fazer do golpismo tá solta pela internet. Estão de volta os "nadistas", fazendo coro com o que a suja imprensa golpista fala, tentando atacar pra todo lado com toda a agressividade e as mentiras de sempre.

Falo de novo, o que vem de baixo não nos atinge.

O PT é bom pro mundo, não apenas pro Brasil.

Os entreguistas tucanos e demos são bons pro capital sujo, pra sonegadores, pra exploração da mão-de-obra, pro desemprego desenfreado, pra um Brasil subserviente e de cabeça baixa.

O Brasil com posição forte internacionalmente deixou de ser um desejo apenas dos brasileiros, mas de vários países no mundo inteiro.

E nós, brasileiros, não podemos decepcionar o mundo.

Sábado, 16 de Maio de 2009

A CPI dos tucanos entreguistas

Acho que essa CPI é mais um tiro do pé da oposição.

Recente pesquisa feita em todo o mundo mostrou a Petrobras como a quarta empresa mais identificada no mundo com o povo de seu país. Ou seja, o povo brasileiro ama a Petrobras e certamente o fato de ser estatal e de tecnologia nacional, feita por todos.

Dizer que os tucanos querem detonar a empresa, juntando os escândalos ocorridos das privatizações de FHC, a "Petrobrax" e o afundamento criminoso da P-36, entre outros grandes acidentes pelo descaso e abandono nos tempos de FHC, mostrarão de qual lado está a oposição e a candidatura tucana para 2010.

E CPI já se mostrou não suficiente pra eleger ninguém. Basta lembrar o pífio desempenho de Arthur Virgílio "5%" em 2006 para governador do Amazonas.

Ou seja, servirá apenas pra mostrar quem está ao lado do crescimento do Brasil. E num momento bom, próximo da eleição.

Ou seja, como falei anteriormente, vamos poder chamar os tucanos de BURROS com facilidade, pois criaram uma CPI pra mostrar o quanto eles vão de contra os interesses dos brasileiros.

Poupança taxando riqueza e o chororô oposicionista

Essa tributação proposta pra poupança nada mais é que um embrionário imposto sobre riqueza.

Afeta esses cerca de 4 mil poupadores milionários que terão que procurar outras alternativas, como por exemplo investir em negócios.

Investir em negócios significa gerar empregos.

E isso tem que ser o mote daqui em diante. Quem quiser bons rendimentos, terá que ser com produção, e não especulação.

E com isso, a oposição golpista chora. Ela vive e adora especular.

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Premiação de Lula merece capa de Portal na Espanha - no Brasil, não!

Segue o print do Portal do Jornal El País, da Espanha. Clique na imagem para vê-la maior.

Nele destaca como primeira notícia que não envolve a Espanha, o fato de Lula ter recebido o Prêmio da Paz da UNESCO.

O mesmo prêmio que foi laureado ano passado ao Presidente da Finlândia que também recebeu o Nobel da Paz.

E esse prêmio já antecipou vários outros agraciados com o Nobel, como Jimmy Carter, Yasser Arafat e Nelson Mandela, entre tantos outros.

É o primeiro sul-americano a recebê-lo, e diferente do Nobel, sequer é oferecido todos os anos, apenas quando alguém faz algo realmente considerado relevante para a paz mundial.

Mas a nossa mídia ignorou esse prêmio.

Nenhum portal destaca o fato. Mas nem notinha de rodapé. O anúncio do prêmio inexiste para a nossa mídia golpista.

Saiu apenas em matéria na Agência Brasil, como "última notícia" mas sem ir pra capa e logo pipocou em alguns blogs da mídia alternativa. Mesmo na Agência Brasil, que teme ser taxada de "chapa branca", não colocou o prêmio em destaque até o momento.

Por essas e por outras, nossa grande mídia está merecendo a campanha "TIRAGEM ZERO".

Se eles nos fornecem informação com credibilidade ZERO, a gente também tem que ser capaz de largá-los às moscas nas bancas.

Só assim mudarão. Deixem encalhar. Incentive a todos a largar o jornalão na banca e ir pesquisar notícias na internet. Sem filtros ou crivos dos editores, os censores da verdade, por vezes piores que os censores oficiais do tempo da ditadura militar.

Pois esses atuam em conluio, orquestrados, sem opção. Todos se silenciam quando há uma notícia que desagrade ao "chefe". E essa, detona o chefe em cheio.

O Lula, aquele que a elite julga tão incapaz, é favorito ao Nobel da Paz. Nobel esse que ninguém no Brasil, mesmo da elite cheia de competência, jamais foi capaz de receber. Nem de chegar perto de ganhar (Augusto Boal, também ligado ao PT, foi concorrente ao Nobel da Paz por seu trabalho com o Teatro do Oprimido e inclusive é candidato pós-morte ainda esse ano, também).

Essa notícia é pra gente alastrar ao máximo, porque a mídia já mostrou que terá toda a má vontade do mundo de dar destaque a ela, afinal, é coisa irrelevante.

Link sobre o Prêmio da Paz Félix Houphouët-Boigny, o qual Lula receberá em junho:
http://www.unesco.org/prixfhboigny/index_us.htm

Link para a capa do El País, um jornal mais sério que qualquer portal de notícias brasileiro:
http://www.elpais.com/global/

Uma justa observação: A BBC Brasil bota um link modesto na capa de seu portal, aliás a BBC Brasil é uma ótima fonte de notícias, das mais isentas. Ah, por acaso é a agência pública de notícias do Reino Unido. Ganha em isenção, de longe, qualquer portal "brasileiro".

Nova comunicação com a Ouvidoria da Prefeitura: o caos matutino na pista lateral da Av. Brasil em frente à FIOCRUZ, em Manguinhos

A Fiocruz é imensa, uma verdadeira mini-cidade de excelência científica. A entrada em questão fica no alto deste mapa, indicada em azul. Ciique no mapa para vê-lo maior.


Minha reclamação é também em parte sugestão para solução do imenso nó que ocorre em todas as manhãs no ponto acima citado, que causa retenções que por vezes se refletem por quilômetros por toda a cidade, afetando inclusive a Linha Vermelha e a pista central da Av. Brasil, entre outras.

O ponto citado possui diversos erros conjugados, que resultam num verdadeiro caos. Primeiramente, há um ponto de ônibus sem a menor coordenação ou separação de linhas por tipo, por ali trafegam mais de 100 linhas de ônibus municipais e intermunicipais em um ponto de enorme movimento, com o desembarque para a Fiocruz, o embarque de moradores da Vila do João e Vila do Pinheiro, além dos transbordos que são feitos de linhas provenientes da Av. Brasil com as que se destinam à Linha Amarela (e vice-versa).

Esse ponto de ônibus precisava ser replanejado e reordenado, segmentado por linhas (detectar as que possuem maior embarque, maior desembarque e fazer um estudo específico de simulação para tentar otimizar a utilização desse espaço). Somente isso já reduziria uma parte do problema.

O segundo item é uma questão de se negociar com a Fiocruz para fechar o portão principal para acesso a veículos no horário de pico da manhã. Há um portão pouco mais a frente que poderia ser perfeitamente usado para esse fim. O portão principal é colado no ponto de ônibus e isso causa imensa confusão com ônibus tentando sair dos pontos e carros parados na fila de acesso à Fiocruz, que aliás entra apenas 1 carro por vez. É um verdadeiro caos de fácil solução, basta entendimentos entre a Prefeitura e a Fiocruz, é inclusive do interesse da própria Fiocruz que o acesso ali seja melhor do que está, isso atrasa o acesso de pesquisadores, estudantes e funcionários.

O terceiro ponto é a clara necessidade que os veículos provenientes da Linha Amarela tenham a opção de acessar diretamente a pista central da Av. Brasil sentido Centro. Isso seria possível com a construção de um viaduto partindo já da saída da Linha Amarela, como uma bifurcação desta, sobrepondo a pista lateral e tendo seu término entre as pistas lateral e central da Av. Brasil, assim como funciona o Vd. Eng.º Edno Machado, que liga a Av. Brig. Trompowski na Av. Brasil (saída da Ilha do Governador), porém este viaduto proposto apenas com acesso à pista central, sendo o acesso para a pista lateral feito pela via de acesso já existente. Com isso, reduziria o fluxo de veículos na pista lateral nesse trecho, especialmente carros de passeio, que causam imenso conflito pois os ônibus querem cruzar a pista para a direita para acessar o ponto e os carros querem passar para a esquerda para acessar a agulha de acesso a pista central, que fica logo após o ponto de ônibus (fora a fila de entrada da Fiocruz...). Enfim, uma confusão total!

Conto com a apreciação desta ouvidoria para esse grave problema que atinge diariamente a vida de milhares de moradores da cidade do Rio de Janeiro e também de cidades vizinhas que dependem de utilizar ônibus paradores pela Av. Brasil como única opção de transporte.


Completando, a sugestão feita na Ouvidoria da Fundação Oswaldo Cruz visando que esta faça entendimentos junto à Prefeitura do Rio de Janeiro buscando solução para o tema em questão:


Fiz uma solicitação à Prefeitura do Rio de Janeiro através de sua Ouvidoria (número de registro 1032667) com intenção na melhoria do tráfego na pista lateral da Av. Brasil em frente à Fiocruz no horário da manhã, em que um dos fatores extremamente prejudiciais é o acesso de veículos pelo portão principal que fica junto ao ponto de ônibus e muito próximo à saída da Linha Amarela.

Solicitaria que essa respeitável instituição colaborasse com a circulação viária e alterasse seu acesso nesse período da manhã para um portão que fica mais adiante, próximo à Ponte do Canal do Cunha e que geraria muito menos conflito de tráfego, contribuindo para a circulação viária de diversos bairros, e para a qualidade do ar já bastante ruim nos bairros de Manguinhos, Maré e Bonsucesso, que é a pior da cidade.

E esta como uma instituição de pesquisa ligada ao setor de saúde pública certamente se preocupa com a qualidade do ar e os demais benefícios que a melhoria da circulação viária na região trariam à imensa quantidade de usuários das linhas de ônibus que circulam no local - mais de 100 linhas, beneficiando os próprios funcionários, pesquisadores e alunos da Fiocruz bem como os moradores das vizinhanças e o público de passagem pelo local, num total certamente que supera 1 milhão de pessoas diariamente.

Conto com os entendimentos dessa instituição junto à Prefeitura do Rio de Janeiro no intuito de se obter uma solução para esse grave problema que afeta significativa quantidade de moradores de toda a Região Metropolitana que dependem das linhas de ônibus que trafegam pela pista lateral da Av. Brasil.

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Sugestão enviada à Ouvidoria da Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro

Sugestão em relação a mudanças na linha 914 - Vigário Geral - Freguesia, da Transportes Paranapuan S.A.



A referida linha, criada originalmente no final da década de 70 como Jardim América - Freguesia, poderia se tornar muito mais eficiente conforme a proposta abaixo descrita.

Primeiramente, necessitaria a reativação de uma linha extinta nos anos 80, a 930 - Bananal - Penha, também operada pela Paranapuan, na época como um reforço parcial da linha 910. A sugestão é que essa linha ressurgisse como 930 - Bananal - Penha (circular), utilizando o mesmo itinerário na Ilha do Governador da linha 914, porém na altura da saída da Ilha pegando o acesso pela Linha Vermelha sentido Baixada (Via Paulo Autran), Linha Vermelha, acesso à Rua Bulhões Marcial e então essa linha retornaria pelo itinerário de ida da atual 914, passando pelas localidades de Vigário Geral, Lucas, Cordovil, Brás de Pina, Penha Circular, Penha (aonde ficaria seu ponto regulador), Cortume Carioca, IAPI da Penha, Estr. Eng. Pedra, Borgauto, Ilha do Fundão e Ilha do Governador. Essa linha circular melhoraria e muito o acesso da Ilha para a maior parte dos bairros atendidos exclusivamente pela atual 914, e também permitiria um reforço no atendimento ao deslocamento Borgauto - Ilha, que é a principal demanda da linha e apenas nesse sentido ao longo de todo o dia.

De forma complementar, a linha 914, que em sua configuração original era Jardim América - Freguesia via Av. Brasil e Av. Lobo Jr., poderia ter seu ponto final esticado para a Pavuna, que é uma estratégica localização de acesso a Baixada Fluminense e grande pólo comercial e industrial da Zona Norte do Rio, além de ponto final da Linha 2 do Metrô. Essa mudança respeita o limite de 20% de quilometragem característico desse tipo de alteração.

O itinerário proposto para a linha 914 - Pavuna - Freguesia seria saindo da Ilha, até então sem alterações, acessar a Av. Brasil sentido Campo Grande, Parada de Lucas, Rua Cordovil, Vista Alegre, Pça N. Sra. Apresentação, Colégio e Av. Automóvel Clube até a Pavuna. Como variante, um itinerário rápido, via Linha Vermelha, sairia tal como a 930 acima proposta em Vigário Geral, indo até Parada de Lucas via Rua Bulhões Marcial e então realizando o mesmo itinerário até a Pavuna como a linha paradora. O mesmo trajeto deveria ser seguido no retorno à Ilha do Governador, respeitando as mãos de direção e limitações de conversão de vias.

Com essa 914 proposta, fora a Ilha do Governador passar a ter acesso através de apenas 1 ônibus para diversos bairros da Zona Norte, tais como Vista Alegre, parte de Irajá, Colégio, Coelho Neto, Acari e Pavuna, beneficiando com isso cerca de 1 milhão de habitantes no total dos bairros, ganharia acesso direto ao CEASA, importante centro logístico da cidade. A Pavuna por toda sua acessibilidade à inúmeras localidades da Baixada Fluminense já tornariam a linha uma boa referência no acesso à Ilha do Governador. Esse itinerário foi sugerido ao invés da simples extensão Jardim América - Pavuna pois de Vigário Geral (atual ponto final da linha) para Pavuna, via Jardim América, já há a linha 907 fazendo essa ligação, mesmo que de maneira precária ou por vezes fora de operação. A ligação proposta abrange mais bairros sem grande ganho de quilometragem, inclusive com algumas áreas tal como a Rua Cordovil que não possui acesso direto a Pavuna atualmente.

No aguardo de apreciação.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Cobrança de Royalties para os biocombustíveis

A produção em larga escala de cana transforma paisagens, muda vocações de regiões e para isso necessita de compensações para o desenvolvimento das populações atingidas


Temos que criar mecanismos como "royalties" do álcool especialmente para usar em desenvolvimento tecnológico e estar na ponta do desenvolvimento do etanol de celulose, que é o futuro natural dos biocombustíveis. Esses royalties também devem ser aplicados na melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida das cidades envolvidas com a produção de cana.

Cabe ao governo criar mecanismos de desenvolvimento das regiões e dar potencial de alternativas para áreas em que as culturas existentes serão "massacradas" pela expansão da cana, aonde diversas pessoas serão afetadas e perderão sua fonte original de renda.

Uma intervenção estatal atenua os efeitos nocivos da agroindústria possibilitando a prosperidade para toda a comunidade, e não apenas uma exploração destrutiva de curto prazo. O objetivo do biocombustível é promover a auto-sustentabilidade e estar atento a esses aspectos indiretos é fundamental.

Solicitação de atuação do MP para melhoria do transporte público na Ilha do Governador

1. Solicito a atuação desse Ministério Público para medidas enérgicas em relação ao cumprimento da permissão de transportes coletivos por ônibus por parte da empresa Transportes Paranapuan S/A, CNPJ 33.197.187/0001-14 e localizada na Estr Do Galeão, 178 - Cacuia - Rio de Janeiro - RJ, pela completa incapacidade de prestar um serviço adequado de transporte público urbano de passageiros, causando sérios prejuízos de toda ordem aos moradores da Ilha do Governador, essencialmente aos bairros de Jardim Carioca, Cacuia, Cocotá, Praia da Bandeira, Pitangueiras e Freguesia aonde esta opera como única empresa a prestar serviços municipais de transporte coletivo de passageiros, tornando esses moradores reféns do descaso e do monopólio.

Os principais problemas verificados são os seguintes:
- A frota é claramente insuficiente, sendo perceptível pela superlotação de veículos em ambos os sentidos em diversos horários do dia;
- Parte significativa desta frota está em idade superior à máxima permitida pelo órgão regulador (SMTR, da Prefeitura do Rio de Janeiro);
- Mesmo os veículos mais novos, possuem problemas mecânicos, goteiras, limpeza inadequada, bancos soltos entre outros problemas, já comprovada por fiscalizações recentes e pelos usuários diariamente, com elevado índice de viagens incompletas por quebra dos veículos ou viagens atrasadas por conta de problemas mecânicos, alguns carros não conseguem ultrapassar os 40 km/h;
- Há falhas graves de sinalização sobre itinerários em suas vistas, especialmente nas recém-adquiridas vistas eletrônicas que são péssimas, confundindo os usuários e atrasando ainda mais as viagens, essa falta de indicação considerando que a maioria das linhas da empresa possuem variantes (via Cidade Universitária, Linha Vermelha ou Avenida Brasil, por exemplo) é um problema antigo e parece proposital, pois inúmeras reclamações já foram feitas e a indicação cada vez torna-se pior;
- Números de ordens do veículo irregularmente omitidos (o código de identificação do veículo), que por exemplo em vários carros tipo "micrão" sem ar não estão visíveis na parte interna, ferindo à regulamentação da SMTR;
- Alguns de seus funcionários prestam péssimo atendimento aos passageiros, fazendo viagens em ritmo propositalmente muito lento e até perigoso para as vias aonde os ônibus circulam, ao trafegar em velocidade abaixo da metade do máximo (o que é irregular pelo Código de Trânsito) e quando solicitados que retomem um ritmo normal para não atrasar os passageiros (que apenas estão cobrando seus direitos de consumidor) são agredidos verbalmente por esses funcionários;
- A frequência das linhas é muito ruim, é praticamente impossível em alguns horários deslocar-se entre a Ilha do Governador e o Centro do Rio sentado, mesmo que se disponha a pagar qualquer valor via RioCard, pois seu serviço convencional com ou sem ar condicionado ou rodoviário com ar é insuficiente para transportar toda a demanda, e já atinge parte do itinerário (suas linhas andam apenas dentro da Ilha cerca de 12 km, todas elas, nenhuma parte de um ponto intermediário, o que é mais um erro e descaso) completamente lotados na parte da manhã, e também a tarde/noite já partem do ponto final no Castelo lotados, o que comprova a completa inadequação da frota à demanda de passageiros, elevada nos últimos meses pelo aumento significativo de empregados formais e o uso do RioCard, que não é aceito no transporte alternativo;
- Linhas extintas ou operando de maneira completamente absurda para linhas urbanas, tal como a linha 914 (Vigário Geral - Freguesia) que opera com apenas 2 viagens diárias, uma pela manhã e outra a tarde, e mesmo andando lotada, a empresa não presta o serviço dessa linha em outros horários, prejudicando os passageiros dessas áreas que acabam tendo que pagar 2 passagens mesmo havendo uma linha que deveria atender a essa demanda;
- Outras linhas como a 320, 922, 934, 901 via Jardim Guanabara, 634 Linha Vermelha, entre outras, também operam com frota de apenas 1 veículo ou apenas em horário de rush, apesar de clara demanda para operação ao longo do dia e maior frota nessas linhas.

2. Solicito, de maneira complementar e tão importante quanto, atuação desse Ministério Público no sentido de cobrar da Prefeitura do Rio de Janeiro soluções efetivas para o transporte público da Ilha do Governador.

A falta de qualquer planejamento torna a região enorme geradora de viagens de automóveis, pois é um bairro completamente carente de opções de transporte público, especialmente para diversas regiões da cidade, tais quais:

- Del Castilho / Norte Shopping / Engenho de Dentro / Pilares / Cascadura;
- Pavuna / Coelho Neto / Guadalupe;
- Realengo / Bangu / Campo Grande;
- Taquara / Cidade de Deus / Riocentro / Recreio;
- Freguesia / Barra da Tijuca;
- Maracanã / UERJ / Vila Isabel / Andaraí;
- Lagoa / Copacabana / Ipanema / Jardim de Alah e
- Flamengo / Botafogo / Copacabana.

Todas essas regiões de grande demanda (a Ilha do Governador possui cerca de 220 mil moradores, o que equivale à população da região da Tijuca ou metade da população da Zona Sul) e para todas essas localidades de grande interesse, há a necessidade de transbordo (pagar 2 passagens sem nenhuma integração física ou tarifária), o que torna ainda mais desconfortável e desestimulante o uso do transporte público.

A licitação de tais linhas conforme a listagem acima ligando a Ilha do Governador a essas regiões, mesmo que algumas delas utilizando-se de ônibus convencionais com ar, seriam de grande demanda, uma vez que a Ilha do Governador é o quarto bairro da cidade com maior geração de empregos, perdendo apenas para o Centro, Copacabana e a Barra da Tijuca. Há também grande circulação de carros para dentro do bairro em horário de rush, causando mais transtorno desnecessário no trânsito de toda a cidade. Cabe lembrar que um ônibus pode substituir até cerca de 60 automóveis, considerando a ocupação média dos automóveis em 1,3 (típica).

Fora isso, diversas áreas do bairro possuem pouco ou nenhum acesso a transporte público, como as partes altas do Jardim Guanabara e do Jardim Carioca, uma região do Jardim Guanabara conhecida como "Quebra-Coco", algumas partes do bairro da Portuguesa entre várias outras. A integração física e tarifária de serviços como os "cabritinhos", kombis alimentadoras que ligam pontos de ônibus a essas áreas elevadas, deveria ser implementada, para que menos carros circulassem desnecessariamente em horários de maior movimento.

Conto com a presteza e eficácia desse renomado órgão de defesa da coletividade para a melhoria da qualidade de vida da população da Ilha do Governador, que vêm sofrendo há décadas com essa empresa, que atrapalha negócios, expulsa moradores que se cansam, perdem as esperanças, dessa dependência de um transporte coletivo que nunca melhora e um trânsito cada vez mais caótico por conta da ausência de melhores opções. Apenas com a criação das linhas citadas e melhorias nas linhas que já existem, muito pode ser economizado em termos de poluição do ar, de se evitar construção e alargamento de vias e também em relação ao estímulo à atividade econômica entre os bairros que se beneficiariam de tais ligações sugeridas.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

A marola que era mesmo marola

Assim eu fico na dúvida se o Lula merece o Nobel da Paz ou o Nobel de Economia.

Ele sabia desde o início, com a orientação de sua equipe capitaneada pelo Guido Mantega, que teríamos força para reagir a qualquer que fosse a crise lá fora. Estávamos preparados, e continuamos. Sim, afetou o crescimento pois "paramos" praticamente no último trimestre de 2008 e isso compromete todo o resultado de 2009, mesmo que tenhamos grande aceleração de agora pro fim do ano.

Ainda assim, é de longe o melhor desempenho da história do Brasil frente a uma crise econômica no centro da economia mundial (países ricos), e olha que essa foi "top five" da história do capitalismo. E basta olhar como estamos confortáveis em comparação com vários outros países em desenvolvimento, muitos estão carentes de divisas.

Nossa política externa agressiva no "sul-sul" mais uma vez provou-se vitoriosa e estamos no rumo certo.

A verdadeira democratização do audiovisual: Videoteca na internet

Em um breve debate que estava rolando na lista de discussão sobre Televisão Pública, uma das quais participo, é forte a discussão sobre a postura atual da TV Brasil devido à sua mudança de foco questionada por ex-diretores ligados à gestão de Gilberto Gil no Ministério da Cultura.

O fato claro é que, na minha opinião, o que já está sendo feito na TV Brasil é muito melhor que qualquer outra experiência de TV pública que havia até então no país. Ainda é incipiente e longe do que se espera, mas é uma evolução. Documentários e programas de qualidade e conteúdo inéditos em TV aberta no país, espaço para produções independentes.

Em uma das argumentações, deixo claro que com o advento da multiprogramação, a TV Brasil ficará mais próxima de seu projeto original, pois terá o espaço para o "competitivo", que de certa forma é um pouco do formato atual - mesmo com essa linha completamente distinta de qualquer canal privado, em apostar em programas com conteúdo, qualidade e independência que não são propriamente "tudo pela audiência" - e também espaço para o debate, para a cultura e promoção da diversidade, para outros espaços que foram o idealizado em todos os debates prévios à criação da TV Brasil.

Além disso, e pela importância é o título deste post, é fundamental que se tenha a consciência de que a mídia mais democrática, de longe e muito longe, é a internet. O futuro do audiovisual está na internet. Hoje temos conexões com média de 500 kbps, mas em 5 anos teremos conexões na média dos 5 a 10 Mbps e ver vídeo por streaming ou por demanda será extremamente habitual e usual via internet. A TV aberta tornar-se-á uma orientadora, uma chamada, e as pessoas serão guiadas a "quer ver mais? acesse nossa videoteca".

E esse é um espaço importante para uma TV efetivamente pública e democrática. Permitir à audiência escolher seu conteúdo e seu horário para vê-los. Poder disponibilizar além do que é transmitido na TV aberta, muito além do que a TV hoje se propõe, de utilizar a internet para jogos e enquetes, participações tímidas, mais do que isso: a TV tem que passar a ser um guia do conteúdo democrático e amplo da internet, ali que a emissora deixará para visualização a qualquer momento toda sua programação e ainda outros tantos vídeos de expressões de sua própria audiência, de produções independentes, de toda parte.

Eu já de algum tempo mantenho o canal "TV Liberdade", através do site Mogulus, com esse formato de videoteca, como pode ser visto no menu lateral de meu blog. Nele, coloco vídeos de assuntos que possuo interesse, e disponibilizo uma parte da programação em "piloto automático", ou seja, transmitida automaticamente numa sequência pré-determinada, e todo o conteúdo que já coloquei no ar está sob a forma de videoteca, disponível pelo botão "on demand" no próprio widget do Mogulus.

Acho que esse é o verdadeiro futuro da democratização do audiovisual, por sua acessibilidade e versatilidade. As pessoas verão porque gostam e o que querem, a hora que quiserem.

Isso inclusive é importante, e extremamente importante, para a mídia alternativa. Se os blogs, os textos e os spans foram firmes em eleições passadas para combater a mentira do "imprensalão", agora o audiovisual via internet é a solução de massificação da contra-informação e exposição da "outra opinião" sempre massacrada em nossa grande mídia parcial e comprada, e cada vez mais comprada em assinaturas sem licitação e outras negociatas sujas das quais sequer temos notícias (ainda, porque nossas fontes são boas).

A sugestão é que tenhamos na produção audiovisual para internet o mesmo comportamento "viral" que os blogs possuem: hoje sigo cerca de 20 blogs e a produção de posts é de algumas centenas por dia, certamente atingem a dezenas de milhares de pessoas, considerando que cada post é lido em média por umas 100 pessoas (o que é até pouco se olharmos a audiência medida desses sites, considerando que seu conteúdo via RSS e outros meios de divulgação, como listas de discussão, expandem violentamente essa acessibilidade), imagine a multiplicação que esse conteúdo terá em um novo formato, mais prático e acessível.

Temos muito pouca gente produzindo esses vídeos, sabemos que não é tão fácil como meramente escrever, mas também não chega a ser tão complicado assim: a partir de modelos de slides e um pouco de habilidade com programas de elaboração de vídeos, se consegue produzir material com uma qualidade apresentável e interessante, melhor do que um longo texto como esse que não é qualquer um que vai ler.

Precisamos especialmente dos que possuem mais tempo que se despertem para esse novo meio de democratização da informação e que passem a produzir conteúdo também nesse formato, para podermos ampliar cada vez mais nosso poder de mostrar nosso ponto de vista.

Quarta-feira, 29 de Abril de 2009

Reclamação enviada à Prefeitura do Rio sobre problema dos ônibus na Ilha do Governador

Esse é o naipe da jabiraca que circula aqui na Ilha do Governador, mal conservado, sujo. A foto é de 2007 mas eles continuam circulando, e enguiçando por toda a cidade.


Diariamente é um caos conseguir um transporte razoável entre a Ilha do Governador e qualquer lugar fora dela. Na região onde moro, apenas uma empresa transporta para fora do bairro. Há vans e kombis do "transporte alternativo", mas não aceitam a "moeda" que recebo como trabalhador assalariado, o vale transporte, aqui no Rio chamado de RioCard. Portanto, eu como tantos fico refém de uma empresa monopolista de péssimos serviços. Segue a reclamação:

Tenho problemas em meus joelhos e não deveria viajar em pé, porém pela falta de oferta de lugares, sou obrigado a praticamente todos os dias viajar nessa situação desconfortável entre a Ilha do Governador e o Centro do Rio, devido à clara oferta reduzida de ônibus entre essas 2 localidades, fora tantas outras que os ônibus das linhas 322, 328, M93 e 1142 são obrigados a atender. A linha 1142, que é rodoviário com ar, tem apenas 4 carros e sua frequência é a cada 40 minutos, já passam lotados ao entrar na Estrada do Galeão. Os ônibus via Linha Vermelha também passam na região completamente lotados, mesmo para ficar em pé é complicado. Os pela Av. Brasil ou Cidade Universitária, que deveriam ser uma solução para os "pouco apressados", acabam também passando sempre cheios, ou seja, o sistema público de transporte não está cumprindo sua função básica que é reprimir o uso do transporte individual, ofertando o mínimo de conforto aos usuários. O mesmo problema é verificado à tarde, com os ônibus já partindo do ponto final no Castelo lotados, quem fica ao longo da Av. Pres. Vargas ou mesmo na Rua Primeiro de Março não tem a menor condição de conseguir um lugar sentado, mesmo na linha 1142 ou no 328 com ar condicionado.
Solicito que a SMTR autorize o aumento de frota dessas linhas visando a adequação à realidade de demanda, já que com o RioCard as pessoas dependem do ônibus e é necessário haver conforto para todos os passageiros. Além disso, solicito que se autorize viagens parciais nas duas pontas, visando o aumento de oferta e melhor aproveitamento da frota, tendo por exemplo partidas extras a cada 20 minutos a partir do Cacuia, do Jardim Carioca e da Portuguesa no horário da manhã e partidas extras da Candelária e Central no horário da tarde (podem ser via Av. Brasil, inclusive, o importante é ter essa disponibilidade, podem ser tambpem rodoviários ou urbanos com ar, o importante é ter essa oferta garantida de lugares sentados)assim como o bairro de Jacarepaguá teve sensível melhora do acesso ao Centro, a Ilha do Governador merece melhor atendimento, se a empresa de ônibus que opera na região não tiver condição, favor autorizar/licitar para que outras empresas atendam à demanda, e evitem utilizar o carro desnecessariamente, dado o desconforto e falta de garantia nas viagens dos velhos e lotados ônibus da Paranapuan.
Outro problema é a falta de variedade de destinos. A cidade mudou muito e as linhas que atendem a Ilha são as mesmas desde os anos 70, inclusive com extinção de linhas como 913, 930, 914 (que opera com apenas 1 horário na manhã e outro a tarde e circula lotada, um absurdo). Da época pra atualmente, o bairro multiplicou sua população em 4 vezes.
Áreas de grande demanda, como o Norte Shopping/Suburbana, Pavuna/Guadalupe/Coelho Neto, Jacarepaguá/Barra/Recreio e Zona Sul (especialmente Botafogo e Copacabana) necessitam de ligação direto com a Ilha do Governador - mesmo que em urbanos ou rodoviários com ar -, que é o quarto bairro em geração de empregos na cidade (perdendo apenas de Centro, Barra e Copacabana), fora que o usuário de ônibus da Ilha do Governador é um dos que mais utilizam 2 ou mais ônibus para completar suas viagens.
Ônibus com esses itinerários reduziriam a pressão nas linhas com destino ao Centro, que acabam chegando à Central do Brasil com poucos passageiros realmente destinando-se ao Centro, a maioria faz conexões com destino a outros bairros seja na saída da Ilha/Parque União, Fundação Oswaldo Cruz, Rodoviária, Leopoldina e Praça Onze. A maioria que se destina ao Centro acaba utilizando-se de vans, mas o usuário do RioCard não possui essa opção e acaba no desconforto do ônibus lotado.
A situação é realmente insuportável e espero empenho desse estimado órgão na solução do problema da Ilha do Governador, que é questão de organização, planejamento e intensa fiscalização para que se implante o planejado.

Também fiz um encaminhamento à Comissão de Defesa do Consumidor da ALERJ sobre o mesmo tema, com o texto a seguir:

Como consumidor de serviços de transportes urbanos, solicito à essa Comissão da ALERJ que atue no sentido de que a população da Ilha do Governador e demais usuários que demandam circular pelo bairro tenha transporte público de qualidade, pois esta empresa utiliza ônibus sem a menor condição, trafegam lotados, não informam adequadamente os passageiros (vista incompleta, número de série interno ausente em vários carros, por exemplo). As irregularidades são inúmeras. Solicito a atuação dessa casa legislativa no sentido da melhoria na prestação desse serviço. Faço essa reclamação pois como usuário de RioCard essa empresa me atende de maneira monopolista e aceitaria pagar qualquer tarifa (dentro da realidade, claro) para viajar sentado entre meu trabalho e minha casa, mas isso não é disponibilzado para mim. Sinto-me claramente lesado como consumidor e exijo providências.

Espero que ocorra alguma resposta decente e medidas no sentido de melhoria, pois a situação está caótica e não vem de agora, já se configura por décadas, resultando na decadência econômica do bairro.

"Barriga ou golpismo?"

"Barriga" do site Terra sobre o índice de desemprego do SEADE/DIEESE mostra mais uma vez que a grande mídia está chutando de todo o jeito a dita "credibilidade" para malhar o Governo Lula

Veja na imagem abaixo a enorme barriga que o site deu hoje (29/04) pela manhã, dizendo que o desemprego anunciado pelo DIEESE para março de 2009 é o maior da série desde 1985. A notícia encontrava em destaque no Portal Terra, durante horas.



Pois é exatamente o oposto, esse é o segundo menor índice da série histórica, somente 0,1% maior que em 2008.

Se procurar pela internet, facilmente verá que em março de 2006, por exemplo, esse índice foi de 16,3%; em março de 2005, 18,7%; em março de 2000, era de 20,6%... e assim por diante.

Ou seja, uma "barriga" das brabas! Fiz a reclamação no site e a correção foi feita em alguns minutos.

Sorrateiramente, a notícia foi modificada, e ao mesmo tempo, de forma "estranha", sumiu do Portal como destaque... Confira na imagem abaixo:


http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200904291246_RED_78030457

O problema se isso é realmente apenas uma barriga ou um "finje que errou" por puro golpismo. Como quase ninguém tem saco pra ver como eu, ficaria por isso mesmo. Ao mesmo tempo, como a notícia deixou de ser "interessante" pro editor (não tem nada demais o desemprego ser praticamente o mesmo se comparado com o menor índice histórico, diferença de 0,1% é insignificante para este tipo de apuração) e logo saiu de destaque. Só interessa se for para malhar o Governo Lula.

Depois reclamam que a gente "patrulha" eles, na verdade a gente tem é compromisso com a verdade.

Continuem em cima pq a guerra midiática só está começando.

Sábado, 25 de Abril de 2009

O governo do possível

O clima pras eleições de 2010 começa a esquentar, e incrivelmente estava numa comunidade do Orkut que não tem nada a ver com política (a do Botafogo), em véspera de decisão, e o tópico mais "ativo" era sobre os candidatos à sucessão de Lula. E o melhor, a rejeição ao Serra é de longe a maior, mas de MUUUUUUITO longe mesmo.

Fora os comentários alienados de sempre que vemos no Orkut, incrivelmente travou-se um bom nível de discussão, e pude fazer algumas reflexões que acho que de tão boas que ficaram, merecem aparecer aqui no blog.

Seguem elas:

Uma coisa é ideologia, teoria, idealismo.

Outra coisa é a prática.

Nosso sistema de governo é praticamente parlamentarista. O presidente só se sustenta se tiver maioria no Congresso.

Então o governo tem que ser o governo do possível, não do ideal.

Nosso Congresso é muito ruim, muita gente de direita, um "baixo clero" enorme (deputados com votação pequena de estados menores que só tão lá mamando) e muita gente que só quer atrapalhar e defender lobbies.

E o governo tem que passar as medidas por esse Congresso sempre!

Então o governo atua no limite do possível, e não da forma que realmente gostaria. E nas medidas mais enérgicas, mesmo passando no Congresso, muitas vezes ainda tem que lutar contra medidas no Judiciário (que também é totalmente de direita, vide Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e os que se apóiam entre si) que atrapalham o governo Lula.

Ainda assim o governo é tão bem avaliado, é um sinal que a população acredita que o governo dá o melhor de si.

Pra melhorar o governo, tem que começar melhorando o Congresso. A eleição de deputado e senador em 2010 é tão importante quanto pra presidente.

Comece não votando em deputado que paga viagem pra parente sabendo que está eticamente errado mas "todo mundo fazia".

E o pior eleitor é aquele que é consciente e fica nessa de "não voto em nenhum".

Esse é que dá a chance do nosso Congresso ser tão ruim.

Vote em alguém. Corra atrás de conhecer, participe. Você estudou e tem condições de perceber quem pode te representar bem, não?

Divida a responsabilidade. Eu não admito quem diz que não vota em ninguém reclamar de qualquer coisa. É o maior responsável pela má representação que temos, e ainda atrapalha na campanha de quem é decente, ao ficar repetindo igual papagaio que "todos são iguais".

Papo que a grande mídia adora injetar na cabeça e você que acha que é inteligente não pode ficar sendo manipulado.

Procurem conhecer as instituições dos partidos. O que são e o que fizeram pelo país. Não o que escrevem que defendem, mas o que defendem de fato, com seus deputados, senadores e com seus governantes. Vão votar bem melhor.


Sugestão encaminhada à Ouvidoria da Previdência Social visando novo índice para reajuste dos aposentados

Após debater com um representante de uma associação de aposentados, em relação a questão do reajuste de aposentadorias e pensões com valores acima do salário mínimo, a demanda dos aposentados pelo reajuste atrelado ao mínimo seria por acreditarem que o índice de inflação oficial não corresponde à variação da cesta de bens e serviços que os aposentados demandam, pois de fato é uma cesta diferente com maior participação de bens e serviços ligados ao setor de cuidados pessoais (especialmente saúde e medicamentos) os quais a inflação oficial (IPCA) não possui a devida sensibilidade.

Por conta disto, fica clara a necessidade de que a Previdência Social solicite ao IBGE que se apure um novo índice de correção com uma cesta específica para os aposentados, de forma que o seu poder de compra não varie ao longo do tempo, em relação aos bens e serviços que demandam.

Notem que um índice específico não significa um índice maior do que a inflação oficial, apenas um índice setorizado, tal como, por exemplo, está sendo adotado para a correção de diversos preços controlados pelo governo, com a adoção de índices setoriais, tal como no setor elétrico, telecomunicações e inclusive com os medicamentos e planos de saúde.

O índice seria apenas mais justo e atenderia ao anseio dos aposentados, que não confiam que o IPCA seja capaz de refletir a variação de preços dos bens que consomem.

Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Assine a petição ao Min. Joaquim Barbosa

Assine-a, pelo bem do Brasil e das instituições democráticas.

Clique aqui.

Detalhe: não coloque seu e-mail, bote um e-mail falso. Esse formato de site é ótimo pra pegar e-mails válidos e depois ficar mandando spam. Aliás, sempre que possível (ou seja, quando não terá alguma resposta por e-mail), informe e-mails falsos. Você receberá muito menos spam.

http://www.petitiononline.com/Ministro/petition-sign.html

Terça-feira, 21 de Abril de 2009

Proposta enviada à Ouvidoria do Ministério da Fazenda sugerindo novo modelo de remuneração da caderneta de poupança

Sugestão de nova remuneração para a poupança:

Que se some o total poupado no mês anterior em todas as datas por CPF (independente do banco) e se faça correção diferenciada, para todas as datas no mês seguinte, da seguinte maneira:

Até 20 salários-mínimos (R$ 9.300) - 90% da Taxa SELIC + TR
De 20 a 200 salários-mínimos (R$ 9.300 a R$ 93.000) - 60% da Taxa SELIC + TR
De 200 a 400 salários-mínimos (R$ 93.000 a R$ 186.000) - 30% da Taxa SELIC + TR
Acima de 400 SM - Apenas a variação da TR, sem juros

Exemplo:

Em um determinado mês, um poupador possui R$ 100.000 aplicado em cadernetas de poupança em diversas datas e mais de um banco. A remuneração em todas as cadernetas e datas no mês seguinte seria 0,268% (fração mensal de 30% da atual SELIC, de 11,25% ao ano) + TR mensal.

Isso promoveria uma maior remuneração para o pequeno poupador e inibiria aplicações acima de 200 salários mínimos. Ao mesmo tempo, permitiria que um número maior de pessoas mantenham cerca de 20 salários mínimos na poupança, dando maior estímulo à poupanças iniciais. Vinculada à SELIC, e também ao salário mínimo, seria uma fórmula permanente e bastante atraente em qualquer nível de SELIC adotado.

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008

Feliz 2009!

Para quem visita regularmente, ou de vez em quando, o meu blog, deve ter notado que ele anda "carente" de novas postagens.

Sim, o tempo anda curto, mas idéias para novas postagens não faltam.

Espero aproveitar esses primeiros dias de 2009 e tentar escrever um pouco sobre os fatos mais recentes.

Queria desejar a todo mundo e afirmar com firmeza que esse ano de 2009 será MUITO bom e como nenhum outro para todos nós, brasileiros.

E então nos próximos posts pretendo comentar o porquê estou afirmando isso.

Agradeço ao Carlos Alberto Saraiva pela mensagem e que esse tipo de atitude nos motiva a retomar e continuar o blog.

Abraços a todos e sejamos mais felizes em 2009!

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

Dedique 5 minutos para decidir por seus próximos 4 anos



Olá amigo(a),

Tudo bem? Sei que gosta do Rio de Janeiro tanto ou mais do que eu.

Infelizmente essa eleição pouco pôde ser discutida, nem debate vai ter.

Possivelmente, está ainda em dúvida pra quem votar, não é?

Pois é. Mais da metade da população ainda tá sem candidato.

Portanto, todos possuem chance.

Eu optei pelo Molon. É o candidato que reúne as melhores propostas para um Rio melhor.

Você pode vê-las pelo site: www.molon13.com.br, visite, é fácil de navegar.

Em 5 minutos você conhecerá os 13 pontos que norteiam o projeto de Molon para o Rio.

E não vale a pena dedicar 5 minutos para ler sobre seus próximos 4 anos?

É sua, é nossa, a hora de decidir. A eleição será domingo.

Caso goste, indique Molon para seus amigos. Eles também estão em dúvida como você estava.

Abraços

Sábado, 12 de Julho de 2008

A nova fase republicana consolida-se

Findo esse que se configura claramente como meu penúltimo período na faculdade de economia, acho que posso seguramente tratar de um assunto que refleti nos últimos tempos, em face do que andei tendo que estudar na faculdade.

Pela primeira vez na nossa história, grandes mudanças de postura em termos de evolução de credibilidade partem de dentro do nosso governo, e não de exigências externas necessárias para a gente poder receber empréstimos salvadores do FMI.

O Brasil rompeu com o FMI no governo JK, no fim dos anos 50. Esse governo bem como os seguintes da fase democrática eram um tanto irresponsáveis com a inflação e com os gastos públicos, o que acabou inclusive comprometendo o desenvolvimento econômico durante o governo Jango, o que foi uma das principais pressões e desculpas para o golpe de 64.

Porém, apesar das tantas reformas que o governo militar fez e que de fato deram musculatura para a expansão econômica que o país viveria nos 15 anos seguintes ao golpe, tinha como característica típica de ditaduras a ausência de transparência, a confusão e sobreposição de atribuições, a ausência de dados confiáveis, a corrupção fora de controle, enfim, foi um período de desenvolvimento bancado pelo governo que levou à uma falência no início dos anos 80 e a necessidade do socorro ao FMI após a moratória em 1982, provocada pela explosão da dívida externa que sustentara o desenvolvimento da década anterior.

Nessa época, o FMI exigiu exatamente isso, que o primeiro passo pra ele poder socorrer o Brasil era um mínimo de transparência e organização nos dados sobre os gastos governamentais e a reordenação de atribuições dentro do governo brasileiro, o que desse alguma transparência e confiabilidade nos gastos públicos. Esse passo era importante porque o FMI queria que o gasto público brasileiro tivesse um limite, e era impossível que essas metas fossem respeitadas do jeito que os dados eram apresentados. Após alguns anos, essa reordenação foi implantada à força.

Outra exigência era um esforço para melhoria das contas externas, para que as exportações sustentassem o pagamento da dívida, o que foi conquistado especialmente pela restrição absurda de importações, que praticamente se restringiam a petróleo e trigo (carros e artigos de informática eram proibidos, por exemplo). Isso provocou um atraso tecnológico na nossa indústria durante os anos 80, que certamente foi fatal para a sobrevivência de vários setores na década seguinte, quando se viveu a abertura comercial repentina.

Na seqüência, durante o governo Sarney, o FMI tentou impor limites aos gastos públicos, sem sucesso. Isso enterrou todos os planos econômicos e colaboraram para a situação de escalada inflacionária, que iria durar até 1994. O primeiro deles, o Cruzado, foi enterrado por uma extrapolação dos gastos bancada por um ano eleitoral numa recente "democracia", era muito importante ao PMDB ganhar aquelas eleições Brasil afora, certamente colaborou para o tamanho e a importância atual do partido.

A lógica inflacionária permitia orçamentos descontrolados, pois a deterioração dos valores nominais orçados ao longo do ano, promovidos pelo atraso dos repasses, eram um facilitador para o governo central.

E então surgiria o Plano Real, que já era baseado em experiências bem-sucedidas em países com problemas semelhantes de hiperinflação, como a Argentina, e também bastante previamente implantado, pois houve uma preocupação à época de se aumentar substancialmente as reservas internacionais (divisas), o que seria fundamental pra sustentar um plano baseado no que nós economistas chamamos de "âncora cambial", ou seja, um câmbio rígido atrelado à uma moeda forte que acaba forçando uma estabilidade nos preços internos.

Porém apesar da "cartilha" e do bom-senso sempre relatarem a importância do controle público de gastos, o primeiro governo de FHC piorou significativamente nossas contas públicas, o que acabou acelerando o processo de endividamento interno e externo e um novo e gigante socorro ao FMI, fora o já tão falado "golpe do dólar" que marcou o fim do Plano Real e de sua âncora cambial, no início do segundo governo FHC (a âncora foi sustentada artificialmente até garantir a sua reeleição comprada no Congresso). Enfim, sujeira pra todo lado, e o plano só deu certo no controle inflacionário com base da falência das nossas empresas, por conta da abertura econômica descontrolada para propiciar produtos com preços estáveis e segurar as pressões internas, estagnação econômica e piora da qualidade de vida da população.

Só que aí nessa época o FMI exigiu que fosse implantada a segunda mudança de postura, que foi refletida na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e na imposição de superávits primários para poder começar a controlar a dívida interna galopante, que ainda assim continuou crescendo, pois o governo FHC não fez a segunda parte do dever de casa, que era estabilizar as contas externas profundamente deficitárias em todos os anos de seu governo, que faziam aumentar os juros pagos por endividamento externo e explodindo nossa dívida externa, fora que agora com o câmbio livre, o dólar saltava do "1 pra 1" em direção ao 3 pra 1 e quase 4 pra 1. Ainda tinham os "geniais" títulos cambiais internos, que garantiram a fortuna de muita gente e a explosão ao infinito de nossa dívida interna. O Brasil chega a 2002 quebrado novamente, graças à soma de tanta incompetência tucana. O FMI exige que o governo seguinte garantisse que iria tomar as medidas que os tucanos não tiveram competência de praticar.

E em 2003 a austeridade e a reversão de contas externas garantiram a mudança de cenário, que já era clara no último trimestre daquele ano. A história recente todos sabemos, o governo quitou suas dívidas com o FMI, praticou superávits primários que, juntos com a queda dos juros, promoveram a queda da relação dívida interna/PIB e até a proximidade de uma inimaginável eliminação do déficit nominal, acumulou um enorme volume de reservas internacionais, garantiu 5 anos de superávits nas contas externas que agora garantem calmaria num ano de déficits nessas contas, entre outras medidas, todas tomadas por conta própria, sem intervenção externa.

E qual foi a mudança de postura? Olhar o lado fiscal também pelo controle de quem paga, e não apenas do controle de gasto interno. Isso estranhamente o FMI nunca impôs ao país, já que quem sonega são os grandes pagadores, sempre, as grandes empresas, muitas delas de capital internacional.

Apesar de nenhuma elevação ou criação de impostos, e pelo contrário, várias reduções e isenções de incentivo em diversos setores, a explosão da arrecadação está na austeridade do sistema de arrecadação e fazer quem nunca pagou imposto de pagá-los. Na guerra da CPMF, a qual esses grandes pagadores respondem por cerca de 80% da arrecadação, ficou mais exposto que estão se sentindo incomodados por uma receita federal unificada e organizada, por uma polícia federal que corre atrás dos grandes escândalos de corrupção em todas as esferas, enfim, mostrar que a grande sujeira da nossa República, ao contrário do que os neoliberais tanto falam, não está dentro do setor público, mas sim na suja influência do setor privado dentro deste setor público.

E sem atropelo, essa semana tivemos vários exemplos que isso está cada vez mais firme. Mesmo com a infeliz e enojante participação negativa do STF, há uma demonstração que poderosos não podem mais circular impunes. As coisas que foram levantadas as pessoas melhor informadas já possuíam ciência, já eram noticiadas por blogs independentes faz tempo.

A diferença é que a postura de instituições fortes que se está implantando, prestigia quem tem um comportamento correto. O Brasil se reafirma e nem por conta dessa mudança de postura estaria 'afastando' oportunidades, pelo contrário, elas estão aí cada vez mais firmes. Privilegiar quem é correto dentro do sistema capitalista é fundamental para garantir uma concorrência justa e cada vez mais a adoção de práticas dentro da lei, pois o "jeitinho" que uma ou outra empresa dentro de determinado setor usa para levar vantagem sobre as demais, incentiva que as outras também busquem formas de burlar a lei. Com austeridade, todas irão competir dentro das regras e priorizarão pesquisa, diferenciação de produtos, o que a gente já vem observando na prática em diversos setores, que isso já é realidade.

Enfim, a grande resposta dessa postura republicana que implantamos de maneira tão rápida e vistosa, é que vamos ter um salto qualitativo na confiança que o governo tem junto aos cidadãos, e claro, acaba resultando numa melhor sensação de retorno que já é claramente perceptível. Queremos um país de cultura e práticas corretas, com transparência que aliás é uma característica de maior parte da nossa população tão falante e tão aberta a novas amizades, então porque não nossas instituições não adotarem a mesma prática e nos tornarmos o lugar mais democrático do mundo? Já acredito que não estamos longe disso, alguns países europeus nos superam, mas considerando a velocidade da nossa evolução, estar caminhando dessa maneira é realmente muito bom e um dos vários passos que nos fazem ter certeza que seremos desenvolvidos em coisa de 2 décadas no máximo.

E pra quem faz o bem, não há o que temer. Essa postura protege o bom cidadão, o correto, e, finalmente, ataca os espertos. Os tão protegidos das máfias parecem ser convidados ao exílio, tal como o banqueiro Cacciola encontra-se, apesar de tanto esforço de trazê-lo de volta para buscar quem estava junto com ele naquele momento triste da nossa história.

Pra quem pratica o correto, há espaço pra uma justa remuneração. Essa é a lógica, estimular as boas práticas e o enriquecimento por mérito, e não por espertezas. Esse ponto é fundamental para olharem a gente no mundo duma forma diferente. E já estão reconhecendo isso.

Sábado, 14 de Junho de 2008

FHC - Entrevista na BBC





Muito cara de pau dizer que não teve nenhum ministro envolvido em escândalos... talvez porque a Polícia Federal dos tempos de FHC sobrevivia com recursos da CIA e da Interpol né? A imprensa não deu nenhum caso, como não dão atualmente os escândalos da Alstom com os tucanos de SP, e a grande baderna que se tornou o insustentável e patético governo Yeda no RS (gaúchos provam do veneno e se arrependem amargamente...).

Sobre as privatizações, restou falar que o processo adotado beneficiou amigos e a maioria dos ex-ministros e pessoas do alto escalão tucano estão em cargos nas empresas privatizadas, ou prestando consultorias pra elas. Fora que o setor de energia que podia ter atraído investimentos para novas gerações, o que evitaria o vergonhoso apagão ocorrido em uma economia estagnada, por completa ausência de planejamento no setor (e em tudo por sinal, nada era feito com planejamento).

E essas empresas pioraram nossas contas externas, aliás, nosso país faliu 3 vezes em condições externas muito mais suaves que a atual, de inflação mundial e recessão nos países ricos. Fora o golpe da compra de votos da reeleição, provado, noticiado e ajudado por um empréstimo externo costurado pelo amigo Clinton que segurou nossa economia até depois da eleição, dando o já famoso golpe do dólar.

Fora que as estatais foram sucateadas, a Petrobras era uma vergonha, afundava plataforma, vários vazamentos em vários lugares, a esculhambação era proposital em todas as estatais, pra desvalorizá-las e vender a preço de banana pros amigos...

Enfim, se o governo dele não era neoliberal, então, o que seria?

PS: Que dia uma entrevista com esse tom será feita a algum tucano no Brasil?

Vídeos disponibilizados também na TV Liberdade.